Logo Aconteceu
Logo Aconteceu
InícioCegueira e SolidariedadeEstações de Tratamento de Água e Esgoto: tecnologias que recuperam, qualificam e...

Estações de Tratamento de Água e Esgoto: tecnologias que recuperam, qualificam e preservam o ambiente

Últimas notícias

Canoinhas terá início de semana chuvoso e temperaturas podem cair para 7°C

Previsão aponta chuva forte nesta segunda-feira, melhora entre quarta...

Quase um terço dos usuários de internet relatam tentativas de golpe

Cerca de 45 milhões de usuários de internet com 16...

Vivemos tempos de intensas transformações sociais, políticas, econômicas e ambientais, em que muitos avanços tecnológicos impactam extraordinariamente e positivamente na vida das pessoas. Neste contexto, em meio à “revolução tecnológica”, é preciso considerar a importância das inovações para a promoção da saúde e bem-estar das pessoas e do ambiente, com destaque para as tecnologias utilizadas na Estação de Tratamento de Água (ETA) e Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

 

 

As ETAs e ETEs podem não ser temas empolgantes ou frequentemente discutidos pela sociedade de maneira geral, porém, são fundamentais quando se pensa na qualidade de vida das pessoas e do ambiente. Nas instalações destas estações de tratamento são utilizadas tecnologias que desempenham funções importantes, senão vitais, na promoção e preservação da saúde pública, protegendo as pessoas de eventuais doenças transmitidas pela água e que possam oferecer riscos à saúde humana.

 

 

O acesso à água potável e com regularidade é um direito humano básico e universal; no entanto, a água bruta que é retirada dos rios, lagos e aquíferos para o fornecimento à população contém, normalmente, agentes de contaminação perigosos à saúde humana. Nas ETAs retiram-se as impurezas, os agentes patogênicos e os poluentes químicos da água, tornando-a mais segura para o consumo humano. Isso é particularmente importante em um mundo onde a urbanização é crescente e a demanda por água, principalmente para o consumo humano e demais usos, aumenta consideravelmente.

 

 

Por outro lado, cresce a produção de efluentes domésticos. Neste sentido, as ETEs desempenham uma função estratégica e ecológica importante na proteção do meio ambiente, afinal, em tais estações é realizado o tratamento das águas residuais antes de devolvê-las aos ecossistemas naturais. Essa prática ajuda a evitar a poluição dos rios, lagos e oceanos, preservando a biodiversidade aquática e a saúde dos ecossistemas aquáticos. Sem ETEs eficazes, nossas águas naturais estariam sob constante ameaça de contaminação por produtos químicos tóxicos e nutrientes em excesso.

 

 

Posto isso, as ETAs e ETEs desempenham funções ambientais importantes na recuperação, conservação e qualificação dos recursos hídricos. Em um mundo onde a escassez de água é uma realidade cada vez mais preocupante, a reutilização da água tratada em processos industriais e na irrigação agrícola é uma prática essencial, pois é auxiliar na redução da pressão sobre fontes de água superficiais, contribuindo para a sustentabilidade a longo prazo.

 

 

Apesar de seu significado relevante, muitas ETAs e ETEs, no entanto, enfrentam desafios estruturantes, visto que possuem infraestruturas obsoletas, envelhecidas e até sucateadas. Para isso, obviamente, são fundamentais investimentos em obras e equipamentos que operem com eficiência técnica nas instalações de captação e tratamento de água e de coleta e tratamento dos efluentes. Afinal, muitas estações operam no limite! Na mesma direção, são necessários investimentos em Educação Ambiental e ações de conscientização pública, na perspectiva de reduzir perdas, evitar a poluição, promover o consumo sustentável, dentre outros. São algumas das questões que precisam ser abordadas sistematicamente e continuadamente com a população.

 

 

É essencial estimular a população a conhecer o funcionamento ou operação das Estações de Captação e Tratamento de Água e Esgoto. Elas não são apenas uma obra da engenharia, mas, acima de tudo, representam ambientes para salvaguardar os bens naturais, especialmente das águas. Logo, o ato de visitar e conhecer o funcionamento de tais estações poderá contribuir na conscientização das pessoas e, por conseguinte, na efetivação da Educação Ambiental. Na esteira desse processo, contribuirão para a promoção da saúde humana, a qualificação do ambiente e, também, para a economia.

 

É nosso dever, portanto, buscar conhecer e valorizar o processo e a operação de tais estações. Ao Estado, compete proteger e investir intensamente nessa infraestrutura vital, para assegurar cidades mais sustentáveis e saudáveis para as gerações atuais e futuras.

 

Autores:

 

Dara Cristina Segalla – Mestranda no Programa de Mestrado Profissional em Engenharia Civil, Sanitária e Ambiental (PMPECSA) da Universidade do Contestado (UNC). E-mail: [email protected]

 

Jairo Marchesan – Docente do Programa de Mestrado Profissional em Engenharia Civil, Sanitária e Ambiental (PMPECSA) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade do Contestado (UNC). E-mail: [email protected]